As minhas ruas...


As minhas ruas são assim,
feitas de empedrados,
com altos e baixos que me desconjuntam o corpo...
As minhas ruas são escuras,
sombrias a fazer pandan com a minha alma...
Não há candeeiros de esquina, nem putas a venderem a carne,
apenas o silêncio dos meus gritos mudos,
a roçarem-se pelas paredes...
Existem esgotos, por onde o passado rasteja,
parecendo ratazanas no cio,
consumido o presente e limitando o futuro...
As minhas ruas cheiram a sangue,
de tudo o que matei em mim,
a percorre-las...

*** @rt ***


4 comentários:

  1. Bonito texto....com palavras intensas

    beijo e um Desire

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  2. Querida Ártemis

    Que maravilha de poema. Tão intenso quanto inquietante. Lindíssimo!
    Beijo carinhoso

    {W_[amar yasmine]}

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  3. Todos vamos percorrendo caminhos, ruas, ruelas e vielas. Umas com destino anunciado, outras perdidos sem sentido do porquê e porquês.Alma que doí...mal seria se ela não doesse, não existíamos.
    Percorri no pensamento a rua que descreves, senti seus cheiros e ruídos...bravo @rt

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