Morrer da tarde...

É quando a tarde morre nos braços da noite,
quando o sol beija pela última vez a terra em raios de um profundo adeus, que regresso a mim...
Regresso sem nunca saber se será a última vez que me encontro...
Não tenho medo de nunca mais me encontrar...tenho medo é de me perder...de perder de mim a esperança que sempre trouxe agarrada à minha cintura, que de tão pesada ser me mantem firme em cada passada que dou nesta vida de ventos norte.
É quando a tarde morre nos braços da noite,
que a saudade me entra no peito sem se quer bater à porta...saudades dos tudos e dos nadas e é com olhos de fome daquilo que foi que me encerro...em mim..enquanto a tarde se encerra na noite.


***@rtemis***

2 comentários:

  1. A noite tem esse condão de por vezes trazer a saudade.

    Beijo amiga

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  2. como somos complexos e quantas vezes dizem complicados...mas será mesmo assim ou se o não formos seremos engolidos pela ausência de gravidade.

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