É assim...

que sem modéstia e sem moral te refugias em mim,
tomas o meu corpo de assalto e eu rendo-me...
não quero lutar contra a força e determinação deste desejo,
não posso evitá-lo...ele detona dentro de mim e propaga-se como fogo,
queima a minha pele...reduz-me a cinzas...
É assim...
que sem mais nem menos,
juntas-me...eu que me divido em mil pedaços quando não estás,
eu que desmantelo a alma só para não sofrer o repouso que dás ao meu corpo...
Habita-me,
sê vagabundo com morada certa,
nesta casa que terá sempre as portas abertas para te receber...

*** Ártemis ***

4 comentários:

  1. É deliciosa a tua escrita!
    Por favor, continua a deliciar-nos!
    ;)

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  2. Habito sim... é tudo o ke kero... mas promete-me ke te vais desfazer da chave... kero viver para sempre nessa morada ke é a nossa...

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  3. Um humilde pobre sem abrigo, como eu, ainda te bate à porta um dia!
    Espero que essa gratidão não se tenha perdido! :)

    Beijos

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