Eu podia...

tirar-te da minha vida...
fingir que nem se quer exististe nela...
caminhar por onde sei que tu não andas...só para te desencontrar...
arrancar da minha pele o teu cheiro...
retirar da minha boca o teu sabor...
varrer lembranças...
afugentar desejos...
banir do meu mundo a vontade de te ter...
enterrar as recordações da tua recordação...
eliminar os traços do teu rosto das minhas mãos...
afogar as texturas do meu sentir....
sepultar o som da tua voz...


eu podia...matar-te dentro de mim...

que o meu coração ressuscitar-te-ia a cada batida...

3 comentários:

  1. Dói-me
    A maciez muda do silêncio
    a quietude minuciosa da noite
    debruçando-se sobre a janela
    entreaberta da minha saudade

    Dói-me
    A ausência das tuas mãos
    palmilhando a minha pele
    explorando-me com as tuas carícias

    Dói-me
    A vontade da tua boca morna
    sussurrando palavras no meu ouvido
    arrepiando poros
    inundando-me com as tuas malícias

    Dói-me
    A saudade do teu amor ardente
    desnudando o meu corpo
    abarcando os meus desejos
    levando-me ao prazer

    Dói-me tu não estares aqui...

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  2. Ao ler essas palavras maravilhosas, lembrei-me de uma frase de uma escritora: Inês Pedrosa:
    «Não há memória mais terrível do que a da pele; a cabeça pensa que esquece, o coração sente que passou, e a pele arde, invulnerável ao tempo.»
    Beijos prometidos

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  3. Mas antes disso, posso mais uma vez morder-te a orelha enquanto deixo as minhas mãos a percorrerem o teu ou o vosso corpo?

    Beijos

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