Existem dias assim (parte II )

Entre estes pensamentos vi chegar o fim do dia…peguei nas minhas coisas e dirigi-me para casa. Mal cheguei, vi o teu carro estacionado em frente à minha porta…subi as escadas, tão depressa quanto os meus sapatos de salto alto me permitiram.               
Abri a porta, silenciosamente para te surpreender e acabei por ser eu maravilhada pela tua imagem…ali estavas tu deleitado no meu sofá semi-despido em pleno arroubo.

                Fiquei a observar-te sem que da minha presença desses conta, idolatro aquela visão que me preposicionavas…ali estavas em busca do teu prazer, nesse acto egoísta…mas tão envolvente. Não saberás nunca o quanto deliro ao ver-te assim, trespassado…entregue a ti mesmo.
                Numa das mãos seguravas firmemente aquele por quem anseio sentir, saborear…em movimentos deveras apelativos ias-o acariciando, moldando-o ao sabor da tua vontade.
                O meu desejo inundava, tornava-me volúvel…coloquei-me numa posição que pudesses ver-me e sem demais comecei a revelar o meu corpo… retirei o casaco, pouco a pouco fui abrindo os botões do meu camiseiro…e para te levar à loucura levantei um pouco a saia e fiz deslizar pelas minhas longas pernas o pequeno tecido que cobria a fonte da tua alienação e lancei-o para cima de ti para que pudesses sentir o aroma, o meu aroma…a fragrância do meu prazer.
                Seguraste-a com a mão que mantinhas livre e que ocasionalmente a fazias deslizar pelo teu peito e ventre e perfumaste a tua libido. Esse gesto fez-me transbordar e consequentemente encaminhar-me para junto de ti…
                Ajoelhei-me e tomei-to da mão…afundei-me na tua pele…a minha saliva acaricia-a despudoradamente…tu rendeste-te à minha boca e à punição da minha língua cálida.
               
Sem que esperasses levantei-me, soltei o cabelo e estendi-me sobre a mesa da sala…tu seguiste-me e sem demora ali estou eu varada pela tua paixão…a tua boca devorava-me as entranhas, os teus dedos penetravam-me impiedosamente até me conduzir ao limite do prazer…e foi na tua língua que despejei a minha ânsia.
                Como sempre vieste brindar-me com o meu sabor transportado pela tua boca…e eu endoideço…de seguida seguras-me ao colo e encostas-me à parede mais próxima, ali entras em mim sem pedir licença tal como eu gosto…os teus movimentos agressivos fazem de mim uma presa do teu corpo e entrego-me aquele prazer pelo prazer, onde tu e eu somos apenas um, na paixão que nos incendeia.
Autoria: Ártemis
                   

3 comentários:

  1. parabens... francamente gosto.... que este seja o primeiro de vários contos..

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  2. Gosto da eloquência da retórica, nota-se que a Ártémis "alimenta" a arte de bem falar... nada nela é vulgar... diria até que é uma mulher apaixonada, romântica porque não?... valoriza o caminho, para chegar em apoteose ao final do acto. GMT

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  3. A Ártemis é uma mulher apaixonado pelos sentidos e pela exploração dos mesmos...

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